quinta-feira, 14 de junho de 2012

manifestação contra a milícia pró-governamental é adiada.


Foi adiada para data incerta uma manifestação de jovens, em três províncias de Angola, destinada a exigir ao Estado, medidas contra as milícias que atacam manifestantes não-governamentais. Isto porque o anúncio da manifestação foi mal recebido pelas autoridades.

Alguns membros do autodenominado Movimento Revolucionário Estudantil, começaram a ser alvo de intimidações, depois de terem convocado manifestações para este sábado, para exigir responsabilização criminal da milícia que tem vindo a reprimir manifestantes.


Hugo Kalumbo, um dos líderes da manifestação, disse à Voz da América que, por causa das pressões exercidas – e citamos – “pelos capangas de José Eduardo dos Santos”, os membros do Movimento Revolucionário decidiram adiar os protestos para uma data a indicar. Alega que o adiamento irá permitir aos protestantes encontrar mecanismos de segurança para lidar com as ameaças e riscos.


As ameaças de morte, raptos e agressões contra os jovens, segundo Kalumbo, intensificaram-se apos a divulgação do plano dos protestos de sábado, através da VOA.


Como alternativa, acrescentou a fonte, este sábado os jovens irão sair as ruas para distribuir panfletos do Movimento Revolucionário Estudantil e realizar campanhas de sensibilização ambiental, drogas e álcool.


Questionado sobre a detenção do rapper angolano Luaty Beirão ao fim do dia 11 de Junho, no Aeroporto da Portela, em Lisboa, onde desembarcou proveniente de Luanda, Kulumbo, desafiou José Eduardo dos Santos a negar o seu envolvimento neste caso.


Refira-se que, a manifestação seria realizada em simultâneo nas províncias angolanas de Benguela, Huambo e Luanda.


Os protestos tinham sido programados para decorrerem defronte as instalações da TPA – Televisão Publica de Angola – que segundo ele tem promovido esta milícia.


Um grupo descrito como milícias pró-governamentais, tem vindo atacar os organizadores das manifestações contra José Eduardo dos Santos, resultando em ferimentos graves e raptos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

nova manifestação de estudantes à vista para sabado dia 16 de Junho.


O autodenominado Movimento Revolucionário Estudantil, marcou manifestações para este sábado em Angola, para exigir responsabilização criminal da milícia que tem vindo a reprimir manifestantes…
Hugo Kalumbo, um dos líderes dos protestos, disse à Voz da América que a manifestação será realizada em simultâneo nas províncias angolanas de Benguela, Huambo e Luanda.
Kalumbo referiu, ainda, que os protestos estão ser programados para decorrerem defronte as instalações do TPA – Televisão Publica de Angola – que segundo ele tem promovido está milícia.

Um grupo descrito como milícias pró-governamentais, tem vindo atacar os organizadores das manifestações contra José Eduardo dos Santos, desde Março de 2011, resultante em ferimentos graves e raptos.

Várias organizações, nomeadamente a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, têm instado as autoridades angolanas a abrirem um inquérito para a responsabilização criminal dos autores da repressão violenta dos manifestantes.

Lisa Rimili, pesquisadora da Human Rights Watch, disse à Voz da América que o surgimento destes – que actuam de forma cada vez mais violenta e com a conivência da polícia nacional­ – é um elemento no sistema repressivo angolano.

“Também há outros elementos novos que preocupam bastante que é a escalada da violência. Grupos de indivíduos que têm agido nas manifestações, são armados com faca, pistolas paus e ferros e batem logo à partida para impedir as pessoas de se manifestar”.

Rimili mostrou-se preocupada com os ataques contra os líderes da oposição sobretudo neste ano eleitoral.

“Também outro elemento novo que nos preocupa bastante é que grupos de indivíduos armados têm forçado a entrada em casas particulares para bater nos líder das manifestações e também um politico do Bloco Democrático” afirmou Rimli acrescentando que “tudo isso são crimes não podem ficar impunes”.

Para um país que sofreu durante décadas com a  guerra, a juventude começa  buscar activamente maneiras práticas e não violentas para o avanço dos direitos humanos. As autoridades alegam que estão a assegurar a protecção do direito à liberdade de expressão e de reunião em Angola.

Fonte:VOA

No aeroporto de Luanda Desconhecidos colocam droga na bagagem Luaty Beirão.


Desconhecidos  em Luanda  terão   colocado   um pacote de  cocaína  na bagagem  de viagem  do músico  Luaty Beirão quando este seguiu  na manha de segunda feira (11),  para Europa,  onde previa realizar uma turnê.

Ao chegar  no  aeroporto de Portela, em Lisboa, o   músico acabaria por ser detido pelas autoridades por encontrarem o pacote de droga na sua mala.  Em Luanda, com destaque ao meio familiar e amigos do mesmo há a  convicção de  que  o musico terá sido alvo de  um armadilha. Apoiam-se  nesta tese recorrendo a condição regrada do mesmo em ser vegetariano.  Não consome álcool, não bebe refrigerante, não fuma pelo que se descarta a possibilidade de o mesmo ser consumidor de substancias que alteram a mente.


Há esperança de que as autoridades portuguesas cheguem  a mesma conclusão por intermédio de investigações inteligente.  A pericia lusa teria neste caso  de fazer teste do pacote de droga para ver se as impressões digitais  no pacote correspondem a dele ou certificar que o embrulho foi apalpado com luvas, o que representaria evidencia de que foi colocado propositadamente nas suas coisas. Ao mesmo  tempo,  os serviços de aeroporto de Lisboa, terão de  questionar a congênere angolana, sob as razões que levaram  os seus aparelhos de sensor no aeroporto 4 de Fevereiro  em deixar passar o referido produto.


A cilada contra o músico acontece quando em Luanda, circulam   em meios restritos informações segundo as quais, o mesmo estaria sob vigilância de um “task” sob alçada da área operativa do  Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) que estiveram empenhados na  concepção  de uma agenda para lhe criar  embaraços.   A equipa de vigilância, segundo as informações estaria a agir  em obediência a um levantamento que o  apontavam numa suposta  lista de  figuras   que jogariam papel de influencia  junto a juventude na véspera das eleições de 31 de Agosto.


A estratégia de criar  embaraços os incluídos na suposta lista,  abrange a um grupo de elementos da sociedade civil e política no país.  O plano estima-se em raptos, emboscadas, roubos inteligentes de computadores.   De modo a evitar ciladas idênticas, há conhecimento que o  Histórico Lopo do Nascimento  quando viaja  por questões de saúde a certo país da Europa (nome  ocultado por motivos de preservação) não leva mala consigo e em alguns casos opta  por  fazer escala  num segundo aeroporto.

Desconhecidos saquearam residência de jornalista da VOA em Cabinda


Desconhecidos saquearam residência do correspondente da Voz da América (VOA), José Manuel, em Cabinda. O incidente ocorreu na tarde de domingo, durante a ausência do jornalista, numa viagem à Nigéria, e quando a esposa e filhos se encontravam num óbito.

Os desconhecidos cortaram o gradeamento, arrombaram a porta e introduziram-se na residência. Levaram meios informáticos do jornalista José Manuel, documentos da esposa, destruíram louça sanitária e um tecto falso. O quarto do casal foi revistado e vandalizado. A roupa ficou espalhada no chão.

O acontecimento deixa a família do jornalista, amigos e colegas, e activistas dos direitos humanos revoltados. José Manuel foi alvo de tentativas anteriores de intimidação.

Numa delas, quatro indivíduos vestidos de negro e com armas de fogo, entraram à noite no quintal da sua residência, procurando-o. O jornalista foi advertido por vizinhos a não regressar a casa. Queixas à polícia foram infrutíferas.

José Manuel foi também chamado a depor em processos judiciais inexistentes após a sua cobertura de incidentes entre um grupo de jovens e a polícia, durante a visita de uma delegação da União Europeia a Cabinda.

O assalto de domingo coincidiu com a participação de José Manuel no Fórum dos Peritos e Membros da Sociedade Civil, em Abuja, capital da Nigéria, para analisar mecanismos de redistribuição de riqueza e o combate à corrupção no Golfo da Guiné.

José Manuel já se encontra de regresso ao país e, em contacto telefónico com o seu colega do Namibe, Armando Chicoca, desejou aos que o perseguem "mais vida" e garantiu que "Deus saberá dar resposta adequada a cada uma destas pessoas".

José Manuel afirma que se "mantêm vigoroso" e como sempre dará o seu melhor, quer como advogado, quer como activista e jornalista.


FONTE: VOA

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Desmobilizados das FAPLA manifestam-se em Luanda


Desmobilizados das forças militares de Angola, manifestaram-se esta quinta-feira, em Luanda, em protesto contra o abandono a que estão votados, há 20 anos.

Várias centenas de veteranos de guerra congregaram-se junto ao Ministério da Defesa e exigiram ser integrados no sistema de Segurança Social, queixando-se de que não recebem qualquer subsídio, nem foram integrados em nenhum organismo, desde 1992 - ano em que milhares de efectvos militares foram desmobilizados, ao abrigo dos acordos de paz de Bicesse.

Os desmobilizados foram travados na Rua da Imprensa Nacional, em frente ao Ministério da Defesa, por efectivos da Polícia de Intervenção Rápida, e da Policia Militar, e veículos blindados com canhões de água.

Este dispositivo policial e militar permeneceu no local provocando um gigantesco engarrafamento ao cimo da Avenida Primeiro Congresso do MPLA, junto ao Hospital Maria Pia, com o trânsito interrompido na rua da Imprensa, na I Congresso e na Kwame Nkruma.

A retirada dos manifestantes ficou marcada por altercações entre aqueles e a polícia nacional, e houve arremessos de pedras e outros objectos contundentes. No antigo Largo da Maianga, efectivos da polícia mantiveram presença ao longo da tarde.

Uma delegação dos manifestantes foi entretanto recebida pelo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Sachipengo Nunda. Posteriormente, o Jornal de Angola divulgou um comunicado do Ministério da Defesa onde se lê que "o pagamento dos subsídios atrasados vai ser processado tão breve quanto possível, através do sistema bancário nacional. Apelamos à calma e compreensão de todos os ex-militares, porque já foram tomadas as medidas necessárias para resolver a situação".

Fonte: VOA

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Bloco Democrático receia adiamento das eleições.


As eleições de 31 de Agosto em Angola poderão ser adiadas se José Eduardo dos Santos não conseguir impor Manuel Vicente como número dois na lista do MPLA.

A opinião é do presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, e foi ouvida pelo correspondente da VOA em Benguela.

Justino Pinto de Andrade disse que a imposição de Manuel Vicente como segunda figura da lista do MPLA – e futuro substituto de Eduardo dos Santos - ainda não é consensual.

De visita a Benguela, Andrade disse que existem resistências internas no partido no poder, o que pode levar José Eduardo dos Santos a protelar a realização do próximo pleito eleitoral.

“ O MPLA teria algum interesse em protelar as eleições se por acaso tivesse dificuldades em impor a segunda figura da lista.”

A nomeação de Manuel Vicente para o cargo de ministro de Estado para a Coordenação Económica, é descrita na  imprensa como uma resposta a objectivos políticos de José Eduardo dos Santos.

Essa nomeação é apontada como sinal da preferência que dos Santos lhe confere, para futuramente o substituir na chefia do Estado e do MPLA, afastando a ala histórica da guerra da independência.

O cargo proporciona a Vicente condições políticas e notoriedade social para começar a afirmar-se como substituto do actual presidente.

Justino Pinto de Andrade, advertiu que, apesar dessa condicionante, Eduardo dos Santos pretende tornar o processo eleitoral irreversível uma vez que tem toda maquina montada para a fraude eleitoral.

“Conforme as coisas estão armadilhadas, eles têm interesse em fazer já, tudo está programado, antes que se desarmadilhe faz-se já” disse Pinto de Andrade acrescentando que “ao tornar-se o processo irreversível condiciona-se a acção dos outros actores, mesmo que a oposição tentasse remar contra mare já não seria possível.”

Justino Pinto de Andrade criticou a comunidade internacional pelo descaso que faz em relação as eleições em  Angola, afirmando  que isso resulta da “maldição do petróleo”

Forças angolanas iniciam retirada da Guiné-Bissau.


 Anótnio Indjai diz que angolanos planeavam atacar as forças armadas guineenses. CEDAO monitoriza retirada angolana

Cerca de 270 efectivos militares e policiais angolanos vão ser retirados até ao fim de semana por via aérea e marítima.

Engenheiros angolanos que se encontravam na Guiné-Bissau para ajudar na reconstrução de esquadras policiais e quartéis do exercito vão também ser retirados.

Aliás obras de reconstrução que estes haviam iniciado foram suspensas.

A MISSANG tinha sido enviada para a Guiné-Bissau para ajudar no processo de reforma das forças armadas guineenses.

O nosso correspondente em Bissau Lassana Cassamá diz que os angolanos estão também a retirar o material bélico que tinham trazido consigo, nomeadamente carros blindados, auto metralhadoras e camiões de transporte de logística.

A retirada angolana está a ser monitorizada por uma força da Comunidade Económica de Desenvolvimento da África Ocidental, CEDAO, de cerca de 600 homens.

A presença angolana na Guiné Bissau foi um dos pretextos para o golpe de estado de Abril passado.

O chefe de estado maior das forças armadas guineense António  Indjai disse entretanto que o primeiro ministro deposto Carlos Gomes Júnior tinha – e citamos – “um acordo secreto com os angolanos para um ataque às forças armadas guineenses pelo que não poderíamos ficar de braços cruzados”.

Indjai acusou também os actuais líderes do PAIGC de não defenderem os interesses daqueles que combateram pela independência do país.

Fonte: VOA