sábado, 28 de abril de 2012

Elementos á civil com rostos cobertos dispersaram concentração de jovens Há relatos de detenções, mas a policia não confirmou


Elementos á civil com rostos cobertos dispersaram neste sábado uma concentração de jovens que pretendia marchar em direcção a vila de Cacuaco, localidade a mais de 10 quilómetros ao norte de Luanda. Cerca de 100 jovens retiraram-se do local de concentração, depois que homens de rostos encapuzados desembarcaram e atacaram.

Os atacantes transportavam consigo paus, picaretas e demais objectos contundentes. Testemunhas no local contaram que este episódio foi antecedido duma investida policial que visava desencorajar a presença dos manifestantes.

Os agentes da polícia queriam saber dos organizadores os papéis que davam por comunicada ao governo de Luanda esta manifestação.

Os organizadores falam de 3 feridos. Alfredo Deolindo Gomes contou que lhe foi negado tratamento num hospital público de Cacuaco. Há relatos de detenções, mas a policia não confirmou.

No contacto que mantivemos com o oficial de serviço destacado no Comando do Cacuaco, o subinspector identificado apenas por Lourenço disse que o turno corria bem e sem sobressaltos.

"Não há detenções. A única ocorrência registada no meu piquete, adiantou, teve a ver com uma situação relacionada com um desalojamento no bairro da Boa Esperança, nada mais..."
Os jovens saíram a rua e pretendiam manifestar-se contra o alcoolismo, a prostituição, as drogas e a delinquência juvenil.

Na semana passada foram encetados contactos no sentido da manifestação ter lugar. Nenhuma carta recebida do governo contrariando a intenção dos organizadores.

Líder do BD-Benguela faz análise sobre o dia Internacional do trabalhador, avanços e retrocessos na melhoria das condições de trabalho na cidade das Acácias Rubras.


Rui Malopa reeleito pela segunda vez como secretário provincial do PRS-Benguela.

O PRS em Benguela, realizou  hoje 28 de Abril à sua terceira conferência Provincial de renovação de mandatos, estiveram presentes delegados dos 10 municípios que compõem à Província de Benguela.

Nessa conferência realizada na sala da UNTA foram eleitos dez delegados que vão representar a província de Benguela no próximo congresso nacional do Partido de Renovação Social, Rui Malopa que concorreu sozinho a sua reeleição, vai continuar a liderar o terceira força politica na província.

Maratonas, Passeatas, manifestações e as Eleições - Makuta Nkondo


Luanda  - Virou moda em Angola que sempre que a tensão política soube no seio das populações, em particular da juventude, o partido no poder, o MPLA, organiza maratonas que são festas de comes e bebes com música altíssima em vários cantos das principais cidades do país.

As maratonas são organizadas a custa do dinheiro do Estado com o objectivo de distrair as populações e desviar as suas consciências face às dificuldades gritantes de falta de emprego, luz, água e habilitações que estas enfrentam ao dia a dia.

Além de promover o alcoolismo no seio das populações e em especial da juventude angolana, as maratonas visam igualmente evitarem o voto consciente, pois um alcoólico é uma pessoa com pouca reflexão.

O MPLA e o seu Presidente, José Eduardo dos Santos (JES) sabem muito bem que “ventre afammee n’a point d’oreilles” (ventre esfomeado não ouve).

As maratonas são também uma outra forma maquiavélica que o MPLA encontrou de alimentar os esfomeados.

E nas eleições o povo agradece e retribui esta “generosidade” manifestada pelo partido no poder com votos a favor deste.

Só o MPLA tem a capacidade financeira de organizar as maratonas, com o dinheiro que desvia do erário público, pois três cervejas nacionais como a Cuca, a Nocal, pinchos e uma concha (perna) de frango assada ou frita são vendidos a preços acessíveis a toda gente.

Na véspera das eleições, o ritmo das maratonas aumenta. As fábricas de cervejas e gasosas do país parecem obedecerem a orientação das instâncias superiores do MPLA para abastecer o mercado.

Viaturas das referidas fábricas despejam descontroladamente cervejas e gasosas em qualquer lugar onde encontram senhoras a fazerem negócios de rua. Estas senhoras que tenham ou não dinheiro, são abastecidas com a mercadoria que revenderão barato às populações locais.

Além das maratonas, o MPLA organizam passeatas monstruosas com trabalhadores da função publica e alunos das escolas do Estado com a ordem de assinarem as presenças no local da partida.

Como acontece com as maratonas, as passeatas e qualquer tipo de manifestação a favor do regime são organizados a custa dos fundos públicos.

Os movimentos organizadores das referidas manifestações pro-regime ou melhor pro-MPLA que são o MNE (Movimento Nacional Espontâneo), a AJPRAZ (Associação dos antigos estudantes bolseiros de Angola na Zâmbia) e Kabuscorp (Organização de Bento Kangamba) foram bombardeadas com os estatutos de instituições de utilidade pública.

Significa isto dizer que as referidas organizações propagandísticas do MPLA teem direito a dinheiro do Orçamento Geral do Estado (OGE).

As medias publicas como a TPA (Televisão Pública de Angola), RNA (Rádio Nacional de Angola), JÁ (Jornal de Angola), ANGOP (Agencia Angola Press) e outras como a TVZ (TVZimbo) e Rádio LAC (Luanda Antena Comercial), dão largas coberturas a essas manifestações a favor do MPLA e do seu Presidente José Eduardo dos Santos.

As reportagens dos referidos órgãos de comunicação social públicos são difundidas nas horas de ponta durante vários dias e ocupam os principais espaços.

De igual modo, a polícia garante a protecção adequada a essas manifestações pro-regime.

Contrariamente ao MPLA, os partidos políticos da oposição, depauperados ou empobrecidos, penam para organizar uma simples reunião popular como comícios para não falar em manifestações, passeatas e pior ainda maratonas.

Apenas a UNITA, maior partido da oposição política angolana, e a UPA/FNLA, ensaiaram em Luanda algumas passeatas que amedrontaram o MPLA.

As passeatas da UNITA e FNLA desmentiram a ideia segundo a qual o MPLA é o dono de Angola e da sua população.

“As passeatas foram apenas um teste, uma entrada e não ainda o prato forte da refeição que se anuncia contundente” – alertou um dirigente da UNITA.

Outras passeatas foram organizadas o ano passado (2011) em Luanda, Benguela e Huambo, com a mesma força.

Ninguém acreditava que o Galo negro estivesse a altura de colocar os seus militantes à rua. Havia muito cepticismo por parte dos observadores políticos de que estes dois partidos conseguissem reunir cada uma quantidade importante de participantes para as suas marchas, a luz do “desmoronamento” em que se encontram.

Mas com muita surpresa, a UNITA e a FNLA marcharam com cabeças levantadas nas ruas de Luanda, venceram e convenceram.

Quem amedronta verdadeiramente o MPLA, são os jovens estudantes universitários.

Estes jovens destemidos, apartidários e laicos, contam com seus próprios esforços e não beneficiam de apoio de ninguém. Não pertencem a um partido político, nem de uma Igreja assim como de uma Organização qualquer.

Para divulgarem as suas mensagens, os jovens manifestantes usam os telemóveis (com sms) e as redes sociais e os órgãos de comunicação social independentes ou privados como as rádios Eclesia e Despertar e os jornais semanários.

Em violação à Constituição atípica de Angola (CRA) que consagra no seu artigo 47º o direito à manifestação, o executivo angolano proíbe os jovens de manifestarem sempre que assim se manifestam.

O Governo Provincial de Luanda chegou ao ridículo de inventar uma lei que determina o itinerário que as manifestações devem seguir na Capital do país, só com o objectivo maquiavélico de impedir os jovens de sair ah rua ou pelo menos de diluir o impacto das suas marchas.

Os polícias aparecem nos locais de partida das manifestações dos jovens não para protege-las, mas para os raptar, impedir, agredir e prender violentamente, usando bastões, barras de ferros, cabos eléctricos e outros objectos contundentes.

Os jovens organizadores já conheceram na sua maioria a amargura das prisões parte da polícia e levam as cicatrizes das agressões com objectos contundentes.

Não satisfeito e impotente de parar com os jovens manifestantes, o MPLA introduziu na última manifestação destes milícias do tipo Tonton Macoutes do ditador do Haiti, Du Valier, e Cães – que são cidadãos da Republica Democrática do Congo (RDC) – recrutados, segundo se diz, por Bento Kangamba.

Estas milícias atacam, agridem e matam impiedosa e indiscriminadamente, sem serem inquietados por ninguém.
Agrediram selvaticamente o carismático Secretário-geral do Partido BD (Bloco Democrático), Filomeno Vieira Lopes (FVL) que foi apenas visitar as vítimas da brutalidade deles (milícias) e policial que recebiam tratamento no Hospital Militar de Luanda.

Os jovens manifestantes pacientes estavam a ser tratados dos ferimentos recebidos na sequência da agressão de que foram vítimas por parte das milícias do regime.

Os jovens pedem a saída de JES que já completou 32 anos de poder em Angola e de Susana Inglês da CNEI (Comissão Nacional Eleitoral Independente).




Fonte: Club-k.net

O país precisa de descentralização - Nelson Pestana (Bonavena)



Luanda - Angola tem registado vários processos de regionalização ou municipalização dos assuntos públicos. Os mais antigos são as regiões militares e regionalização da saúde e as mais recentes a criação das regiões académicas e a “municipalização da saúde”. Claro que não falo aqui de processos anteriores à independência.

O novo programa de combate à pobreza do executivo, dito Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza (PMIDRCP), vai no sentido de tornar o município o seu epicentro, concentrando aí os meios e recursos e integrando as suas acções, nos domínios da agricultura, da água, da saúde e da construção. Então, se a descentralização tem virtudes incontornáveis, como reconheceu José Eduardo dos Santos, no seu recente comício, no Moxico, porque não deixar a tarefa da gestão das colectividades territoriais aos próprios municpios e deixar de fazer deles meros executores das políticas do Estado central.

Os municípios teriam, geridos como autarquias, maior dinamismo e mobilizariam outras sinergias que o Estado não está capaz´de o fazer. O Estado poderia contratualizar com as colectividades territoriais, nesse sentido, fazendo apenas a fiscalização das políticas públicas, por via da avaliação de resultados, e ocupar-se-ia das grandes obras tendentes ao combate à pobreza, no espírito da Estratégia de Combate à Pobreza (2004) que o executivo abandonou, sem nenhuma análise crítica dos seus resultados e bondade.


A descentralização política é um dos processos que maior potencial de mudança encerra, pois representa, pela sua própria natureza, uma oposição à hegemonia (política, económica, social e cultural) do Estado autoritário e concorre para a desconstrução do corporativismo, em que este se organiza, até pelo facto de permitir novas “fileiras” de promoção política independentes do controlismo central, quer do regime, quer de outros poderes, nomeadamente partidários. Por outro lado, representa uma forma de promoção e de qualidade do político com uma mais próxima e melhor gestão, nomeadamente dos serviços sociais da educação, saúde, saneamento e habitação que são fundamentais para o desenvolvimento do país. Permite também uma maior mobilização do corpo social e uma partilha de um pensamento estratégico nacional, independentemente das diferenças políticas e da alternância no poder. Proporciona igualmente uma melhor distribuição da riqueza e, até de oportunidades de criação da riqueza. Em suma, as eleições locais tenderiam a desactivar conflitos, a assegurar uma melhor representação das populações, uma maior proximidade dos governantes dos governados e, uma consequente responsabilização daqueles diante destes, sendo, por isto, uma boa escola para a democracia e um factor importante do desenvolvimento nacional.


A Constituição actual, após dispor sobre os órgãos de soberania nacional refere as Autarquias locais como forma de governo autónomo das colectividades territoriais que “compreende o direito e a capacidade efectiva” de gestão e regulamentação (artigo 214º, CRA) que dão sentido a organização democrática do Estado a nível local e asseguram a prossecução de interesses específicos, “nos domínios da educação, saúde, energias, águas, equipamento rural e urbano, património, cultura e ciência, transportes e comunicações, tempos livres e desportos, habitação, acção social, protecção civil, ambiente e saneamento básico, defesa do consumidor, promoção do desenvolvimento económico e social, ordenamento do território, polícia municipal, cooperação descentralizada e geminação”, ao nível dos municípios do país (artigo 219º, CRA). As autarquias locais, seundo a Constituição, têm órgãos próprios: “uma assembleia dotada de poderes deliberativos, um órgão executivo colegial e um presidente da autarquia”, “eleitos por sufrágio universal, igual, livre, directo, secreto e periódico dos cidadãos eleitores da respectiva circunscrição, segundo o sistema de representação proporcional (artigo 220º, CRA). A Constituição prevê também a possibilidade de haver autarquias de nível supramunicipal, tendo em conta as especificidades culturais, históricas e o grau de desenvolvimento de outras colectividades territoriais, como por exemplo, no caso de Cabinda, onde se deve partir para um processo de criação de uma região autónoma (o Bloco Democrático (BD) já propôs, com a aprovação declarada d algumas das alas da FLEC, a realização este ano, de uma conferência designada “Mwanza da Autonomia”).


As eleições autárquicas são, por isto, mais do que uma reivindicação política, são uma aspiração popular e um desafio de desenvolvimento. Temos os pressupostos necessários à realização deste desiderato constitucional, só falta a vontade política, neste sentido. Apesar do poder dizer que está a harmonizar a lei comum às disposições da nova Constituição, neste caso, produziu uma lei (Lei 17/10) que subverte o espírito e a letra da Constituição e insiste na administração jacobina, centralizadora, através de uma cadeia de declinações do poder central, que vão do Presidente da República aos administradores comunais ou mesmo, até aos sobas e coordenadores de bairro.


As eleições autárquicas já foram apontadas para várias datas. A última data indicada e repetida, em múltiplas circunstâncias e por vários actores políticos e sociais, era 2013, logo depois das ditas “eleições gerais” deste ano. Agora o titular do Ministério da Administração do Território (MAT), Bornito de Sousa, disse que estas eleições só terão lugar em 2015 (ver entrevista ao Expansão – semanário de economia). Haja paciência!

* Cientista social

Fonte: NP

O Príncipe e os monólogos com a juventude - Nelson Pestana (Bonavena)



Luanda  - "Nós, os estudantes do IMEL, através da sua direcção, fomos forçados a assistir a actividade da JMPLA, hoje, em Luanda e um colega foi obrigado a dar uma entrevista, JB, (25/04/12)".

Durante muito tempo o regime investiu, através da instituição das “maratonas”, na alienação da juventude, para que esta se afastasse do terreno da política. Outros segmentos mais exigentes foram alienados através do dinheiro, das prebendas ou das promessas de emprego ou carreira na administração do Estado. O grupo dos mais recatados foi imobilizado pela instrumentalização da carência identitária e pela aparente compensação através de um dito patriotismo, travestido por manifestações partidárias camufladas. Todas estas formas de condicionamento da irreverência e da acção protestaria da juventude foram cimentadas pelo apelo ao medo, manipulado no interior das famílias, das escolas, das igrejas, das empresas, dos clubes desportivos, dos movimentos culturais, da função pública e das relações interpessoais, em geral.

Mas, apesar da aparente eficácia desta política, ao longo de vários anos, agora o ditador deu-se conta que a juventude despertou e não quer mais nada com o seu regime. A juventude está ávida de liberdade e de justiça social. E identifica o ditador com a repressão, a corrupção e a miséria que grassa pelo país a dentro. Uma sondagem, por ele próprio encomendada, realizada por uma empresa especializada brasileira, e mantida em sigilo, constatou que JES não chega a 50% dos votos e que, isto é a questão fulcral, o seu eleitorado é maioritariamente constituído por pessoas a partir dos 45 anos de idade. Ou seja, ele é minoritário (daí ter fugido das eleições presidenciais) e a juventude não o apoia.

Estas duas informações capitais fizeram-no mudar de estratégia política e abandonar as contra-manifestações antecipadas, as declarações bombásticas e terroristas dos seus cabos eleitorais mais extremados, a acção política através do partido de poder. Desesperado, tenta reverter o quadro, incidindo toda a acção política do partido-Estado na juventude, através de uma mão cheia de promessas. Casas, bolsas internas e externas, emprego, formação profissional, empreendedorismo, microcrédito e um dito “diálogo com a juventude”. Mas, neste caso, não é o partido do poder que comanda a acção política mas directamente a sua organização de massas, para a juventude, superiormente dirigida pelo próprio ditador.

Na sua retórica de recuperação da boa imagem, aos olhos da juventude, reconhece que o país “precisa da força, dinamismo, criatividade e disponibilidade da juventude” mas “o programa do executivo” para a resolução dos problemas dos jovens foi suspenso. Não explicou quais foram as razões de tal suspensão, com certeza o desprezo pela condição de pobreza das populações, porque ele que fez a apologia pública do enriquecimento fácil e venal, não é responsável pela pobreza existente. Mas, aflito, ansioso por conquistar o voto dos jovens, promete (mais uma vez) que o programa vai ser retraçado e vai ser avaliado pelo Ministério da Juventude e Desportos e pelo Conselho Nacional da Juventude. No entanto, esta instituição pluripartidária, representativa das organizações da juventude angolana, foi preterida para dar lugar à acção monopartidária da Jmpla, no dito “diálogo com a juventude”.

Este dito “diálogo” começou por ser um monólogo, em que a organização de massas do partido no poder, falava consigo própria e era manipulada pelo ditador para gritar bem alto que “o cabeça de lista” é sempre o mesmo. Agora, numa tentativa de corrigir o erro e porque o tempo urge, os “diálogos” passaram a ser feitos naquilo que consideram as suas reservas de caça eleitoral: as organizações juvenis das igrejas, sobretudo aquelas que estão presas ao poder, pela força do envelope gordo e as instituições de ensino, com jovens em idade eleitoral, as universidades e os institutos médios. Sobretudo estes últimos, já que as universidades foram ganhas pelas ideias revolucionárias de mudança e reivindicação do fim do regime de ditadura. Nos institutos médios, com a conivência ou passividade das suas direcções, as aulas são suspensas, o anfiteatro é todo decorado com as cores e símbolos dos camisas vermelhas e todos os estudantes são forçados a participar dos ditos “diálogos”.

O Bloco Democrático já denunciou vários casos destes, não com base em “espantalhos”, como diria o ditador, mas sustentado na denúncia dos próprios estudantes que se sentem violentados nos seus direitos de estudantes e de cidadãos, como é o exemplo em epígrafe.

Por outro lado, manipulando uma política ambígua e ambivalente, do bastão e da cenoura, como outra face do “diálogo com a juventude”, organizou milícias para reprimir com violência inusitada, as manifestações dos jovens revolucionários para que elas não fossem, em crescendo, ganhando a adesão de toda à camada juvenil e colocassem a nu a verdade escondida que os números da sobredita sondagem revelam. E, entre cabeças, braços, pernas, mãos e outros ossos partidos, procura, ao mesmo tempo, com falinhas mansas sobre a tradição combativa da nossa juventude, delegitimar a acção reivindicativa dos jovens, de hoje, que cansados dizem que “32 anos é muito” e lhe pedem: “Ti Zé tira o pé”que “o teu tempo já expirou a bué”. Fazem-no, tal como os jovens, de ontem, disseram não ao colonialismo e reivindicaram a independência, dizendo basta a “500 anos de opressão e exploração”. Há pois uma continuidade da luta dos jovens, de hoje, em relação a luta dos jovens de ontem, pois eles apenas querem que a libertação social, que era, a par da libertação nacional, uma das componentes da luta pela independência, se concretize, através da liberdade, da modernidade e da justiça social.

Os jovens revolucionários continuam pois a honrar a as tradições de resistência do povo angolano pela sua participação activa na luta contra a nova opressão e exploração.

* Cientista Social


Fonte: AGORA

Agentes da Polícia Nacional elementos a civil protagonizam mais uma accão violenta contra os manifestantes em Luanda .


Luanda –   Agentes  da Polícia Nacional acompanhados de elementos   a civil  espancaram, este sábado (28), um grupo  de jovens, nas imediações do antigo posto de controlo, no município do Cacuaco  que  pretendiam  realizar   uma marcha  de  protesto  contra  o excesso do  consumo de álcool  naquela localidade.

 Por protestarem contra o alcoolismo

A iniciativa  estava prevista para as 10h, porém enquanto  aguardavam  pela chegada de outros jovens que iriam se juntar,  os presentes, foram  surpreendidos   com a chegada de  duas viatura da policia nacional  e de um jeep  e um turismo que trazia cerca de dez elementos trajados a civil  e com os rostos  cobertos. Os elementos a paisana,   traziam nas mãos armas brancas como barras de ferro que logo a seguir enveredaram pela agressão e espancamento contra os jovens. Em conseqüência da repressão  alguns ficaram feridos enquanto outros meteram-se em fuga tendo sido acolhidos pelos moradores daquela redondeza.

Da  agressão por parte dos agentes da policia, foram ficaram feridos três jovens. Dois com a cabeça partido com barrete de ferro e um outro com os  dedos das mãos fracturados. Entretanto, testemunhas que foram socorrer as vitimas denunciaram que os feridos tiveram de ser tratados em casas pelos familiares porque os hospitais onde tinha socorridos recusaram-se a prestar assistência por alegada “ordens superiores”.

De lembrar  que desta a  fundação do Estado angolano, em 11 de Novembro de 1975,  o ano de 2011/12 que coincide com o  consulado do Ministro do Interior, Sebastião Martins é  o que ficou marcado  com o  surgimento de grupos de repressão que tem a missão de espancar jovens que se manifestam oposto ao regime do  Presidente José Eduardo dos Santos.   Não há informação  de que os grupos de repressão foram criados sob ordens do próprio Chefe de Estado  ou se  é uma iniciativa  do Ministro do Interior e do Comandante Geral  da Polícia para agradar o mesmo.  No passado 10 de Março, a Polícia e os grupos de repressão espancaram o  Secretario Geral  do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, quando ia socorrer manifestantes que teriam sido vitimas da brutalidade dos agentes da policia e seus parceiros.

Fonte: Club-k.net